Deitada na cama; um sono leve. Eu era capaz de sentir o aroma da noite de inverno silenciosa. Os densos cobertores impediam o frio de penetrar em minha delicada pele pálida, embora o rosto mergulhado no travesseiro fofo encontrava-se desprotegido. Parecia não haver outro sinal de vida no cômodo (os seres microscópicos não faziam diferença alguma quando não causavam doenças). Aquela solidão que me assombrava a cada pôr-do-sol. A ausência dele provocava minha intensa curiosidade sobre seus atos. Indiferente o fato de eu ainda possuir o sangue quente e saboroso o qual o alimentava.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
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