Idiota quem disse que dores físicas sobressaem às psicológicas. Por isso há tantas pessoas causando ferimentos nelas mesmas. Uma soma da diferença resultando um alívio; nulo. Eu continuava vendo todo aquele líquido vermelho escorrendo pelas minhas mãos; pingando na bancada de vidro. Tanta sujeira pra nada; o vazio permanece. Ninguém entende.
Quanta perda de tempo, e no final serviu pra nada. Mais minutos para limpar todo aquele sangue, lavar os panos, esconder os cortes. Talvez fosse mais fácil apenas ficar ali, esperando que alguém visse. Assim os outros fariam todo o trabalho. Porém, não é todo mundo que aparece na cozinha escura às três horas da madrugada.
Um suspiro. Encarei a luz da lua infiltrando-se pela janela transparente. Os moradores daquela casa já sabiam que eu não era feliz ali; ou em qualquer outro lugar. Entretanto era claro o meu desejo de fugir daqueles julgadores das minhas escolhas; continuam negando a sanidade da garota de apenas dezesseis anos que sou. Uma criança não provida das reais visões do mundo, eles têm razão. Contudo, nunca saberão das reais visões dos pensamentos pertencentes a mim.
Coloquei a ponta do dedo na boca, sentindo o gosto de ferro tocar minha língua. Eu tinha uma decisão para ser tomada. Os segundos não podiam mais ser desperdiçados. Eu não queria perder aquela essência chamada vida. Gostava do oxigênio invadindo meus pulmões, formando o ciclo de transformação. Pega o bom, manda o ruim para fora. Se ainda o mundo fosse tão simples como a respiração.
Por fim a última nota, a mais alta e longa, finalizando a musica inaudível entrando por um ouvido e saindo pelo outro. Eu era capaz de sentir aquela emoção que os artistas morriam para transmitir. Ali, comecei a dar valor ao trabalho o qual antes me parecia tão superficial e ridículo. Porque eu não queria deixar os sentimentos musicais ultrapassarem o pericárdio para chegar ao meu coração ferido, antes. Não mais fazia diferença.
- Mãe! – ouvi minha própria voz ecoar pela cozinha. Nem parecia eu; pedir ajuda para aquela que um dia me abandonara.
Apenas um ato pra mostrar que no momento eu precisava dela. Rendimento. Joguei a bandeira branca em cima da poça de sangue, e então meus olhos se fecharam pra vida.
Quanta perda de tempo, e no final serviu pra nada. Mais minutos para limpar todo aquele sangue, lavar os panos, esconder os cortes. Talvez fosse mais fácil apenas ficar ali, esperando que alguém visse. Assim os outros fariam todo o trabalho. Porém, não é todo mundo que aparece na cozinha escura às três horas da madrugada.
Um suspiro. Encarei a luz da lua infiltrando-se pela janela transparente. Os moradores daquela casa já sabiam que eu não era feliz ali; ou em qualquer outro lugar. Entretanto era claro o meu desejo de fugir daqueles julgadores das minhas escolhas; continuam negando a sanidade da garota de apenas dezesseis anos que sou. Uma criança não provida das reais visões do mundo, eles têm razão. Contudo, nunca saberão das reais visões dos pensamentos pertencentes a mim.
Coloquei a ponta do dedo na boca, sentindo o gosto de ferro tocar minha língua. Eu tinha uma decisão para ser tomada. Os segundos não podiam mais ser desperdiçados. Eu não queria perder aquela essência chamada vida. Gostava do oxigênio invadindo meus pulmões, formando o ciclo de transformação. Pega o bom, manda o ruim para fora. Se ainda o mundo fosse tão simples como a respiração.
Por fim a última nota, a mais alta e longa, finalizando a musica inaudível entrando por um ouvido e saindo pelo outro. Eu era capaz de sentir aquela emoção que os artistas morriam para transmitir. Ali, comecei a dar valor ao trabalho o qual antes me parecia tão superficial e ridículo. Porque eu não queria deixar os sentimentos musicais ultrapassarem o pericárdio para chegar ao meu coração ferido, antes. Não mais fazia diferença.
- Mãe! – ouvi minha própria voz ecoar pela cozinha. Nem parecia eu; pedir ajuda para aquela que um dia me abandonara.
Apenas um ato pra mostrar que no momento eu precisava dela. Rendimento. Joguei a bandeira branca em cima da poça de sangue, e então meus olhos se fecharam pra vida.
Um comentário:
nem preciso dizer q gostei né baby. tem aquele seu jeito profundo-depressivo que eu adoro. mas sei lá, com um ar mais esperançoso, forte. diferente dos outros.
love u, xuxu (L) ;**
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