sexta-feira, 13 de março de 2009

02. Roma

Mais uma vez me pego pensando nele, na eterna busca por algo acima de rotinas cansativas e entediantes. Eu enxergo seus traços marcantes; sinto perfumes e sabores. Não há inocência entre você e mim. Não há inocência em nem dez por cento da minha alma. O toque na pele livre de moralidades causa-me arrepios. Os pulmões se sobrecarregam de dióxido de carbono, por causa do pouco ar inspirado. Minhas pálpebras pesam; imploram para aproveitar o máximo do momento.
Eu e você estamos próximos da inexistência. Perfeição.
Olhos nos olhos, lábios nos lábios. Finge que vai, mas não volta. Vai e volta; vai e volta. Se for, volte. Apenas não me abandone quando tudo acabar. Nunca me deixe sozinha na escuridão dessa madrugada sem brilho, coberta de nuvens negras e assustadoras.
Porque sinceramente, acaba. E a ilusão criada fazendo-me acreditar na duração infinita, reduz-se a apenas meros e (in)significantes minutos. Agora, vejo-me só na imensidão da cama de casal, encarando o teto sem encantos, num auto-abraço vazio. Eu te amo mais do que qualquer outra coisa em minha vida...
... Pena que esse amor sempre termina no fundo de uma gaveta.

Um comentário:

Anônimo disse...

lindo, baby, lindo. :D
tao mais curto e com menos palavras elaboradas do q o outro, mas muito mais forte.
love (L)
beijos ;**